Aprenda essa deliciosa receita, um tesouro de família descoberto por nossa equipe do Projeto Sabores de Minas há alguns anos. Confira!
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Broa das Almas
Da Série: Quintais e Quitandas de Minas Gerais*
Ingredientes:
Para a Massa:
- 2 litros de fubá de canjica
- 2 litros de água
- 2 litros de polvilho (doce ou azedo)
- 2 litros de açúcar cristal
- 2 dúzias de ovos
- 8 colheres (de arroz-maior que de sopa) de fermento caseiro
- 1/2 litro de óleo
- 1 colher (de sopa) de sal
Para o Fermento caseiro:
- 8 colheres(de arroz) de fubá de munho d’água
- água
Material:
- Folhas de bananeira
Preparo:
Fermento:
Colocar o fubá em uma vasilha que tenha tampa e cobrir com água
Mexer bem até virar uma papa
Tampar e deixar fermentar por 3 dias
Massa:
Em uma gamela colocar todos os ingredientes da broa, sendo o fermento o último
Amassar bem a mistura até ficar homogênea e no ponto de enrolar (não pode ficar muito dura)
Fazer uma bola com a massa e na superfície fazer uma cruz com os dedos (essa é a tradição antiga mas não há explicação sobre os efeitos dessa cruz sobre a massa mas a quitandeira nos confidenciou que acredita-se que as almas vem à noite para ajudar a massa crescer)
Deixar descansar de um dia para o outro coberta com um pano
Modelar a massa fazendo pequenas bolas achatadas
Colocar cada uma numa folhas de bananeira e assar em forno a lenha até dourar (Para dar certo nos fornos convencionais é necessária uma temperatura bem quente)


Receita fornecida pela Mestra Nilza Alves de Faria do distrito de Souza em Rio Manso, para a Revista Sabores de Minas


Assado à Lenha
A descrição do preparo dessa receita pode parecer estranha, ainda mais quando se fala o nome da dito-cuja. A Broa das Almas, um tesouro da família de Dona Nilza Alves Faria, moradora do distrito de Souza no município de Rio Manso, é um mistério até mesmo para ela.
Para começar, a massa da broa deve ser preparada um dia antes. Até aí, tudo bem, mesmo porque o fermento usado é feito pela própria Nilza, a partir do fubá embebido na água. Por isso é necessário um tempo maior para reagir. Segredo ensinado pela mãe, que também lhe explicou que a massa só prestaria, se antes de ser colocada para descansar, lhe fosse feita uma cruz na superfície. “Ela nunca me disse por que tinha que fazer essa cruz, mas sempre fiz. O pessoal fala que, se não fizer não dá certo. Nunca tentei”, conta.
Aos 88 anos Dona Nilza é um exemplo de vitalidade. Mesmo reclamando da saúde, mostra disposição para encarar o duro batido da cozinha. Teimosa que só, como ela mesmo se define, contraria as recomendações dos parentes e não abre mão de fazer suas quitandas e o polvilho artesanal, tradições que estão em sua família ha gerações.
Antes de os visitantes partirem, ela faz questão de embalar diversas broas e biscoitos para darem força durante a viagem. O mimo só faz aumentar o encanto diante de tamanha simpatia e hospitalidade.
Mapa dos Territórios Gastronômicos de Minas Gerais: o distrito de Souza, no município de Rio Manso, está localizado no Território Central/Entorno


** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
Isso é uma benção